Curso Internacional de Espeleoresgate 2015

Curso Internacional de Espeleoresgate 2015

 

O Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas em conjunto com a Federação Francesa de Espeleologia (FFS) e o Espeleo Socorro da França (SSF) organizaram nos dias 14 a 22 de março o Curso Internacional de Espeleoresgate 2015. O evento contou com instrutores franceses e brasileiros e foi voltado para as particularidades e aspectos do relevo cárstico brasileiro.

Realizado na cidade de Cordisburgo-MG (aprox. 120km de Belo Horizonte), o curso contou com dois módulos:

-Modulo Condensado 14 e 15 de Março:

Participantes da SEE: Pietro Castagnaro, Barbara Zambelli, Felipe Tomassini

Teve como objetivo ensinar noções básicas dos riscos envolvidos na atividade espeleológica, das técnicas e equipamentos usados no espeleoregate.

Temas abordados:

– Introdução e apresentação do curso.

– Panorama espeleológico brasileiro e as particularidades em relação às cavernas francesas. – Análise de risco.

– Primeiros socorros.

–Acidentes com abelhas, marimbondos e animais peçonhentos.

– Comunicação no espeleoresgate – equipamentos e técnicas.

– Ponto quente – utilização e montagem.

– Imobilização e colocação da vítima na maca.

– Evacuação em terrenos horizontais (treino prático em uma caverna).

– Demonstração do uso de tirolesa e contrapeso.

 

-Módulo Completo 14 a 22 de Março:

Participantes da SEE: Celso Constâncio, Felipe Diamantino, Fernanda Guedes

Com uma carga horária maior o curso contou também com ampla programação de aulas práticas. Teve como objetivo abordar mais profundamente os conceitos ensinado no módulo condensado, ensinar novos conceitos e coloca-los em pratica através de simulações, sempre orientada por instrutores.

Temas abordados:

– Todos os itens abrangidos no Módulo Condensado.

– Assistência à vítima.

– Gestão do socorro.

– Funções na operação de resgate.

– Socorro técnico: mergulho, desobstrução, bombeamento, perfuração, etc.

– Técnicas de remoção de vítima.

– Montagem e utilização de sistemas avançados de remoção (tirolesa, contrapeso, etc).

– Desobstrução.

– Instalação e uso dos sistemas de comunicação dentro da caverna.

– Exercício final com simulado e gestão de socorro.

Dia 14 de Março de 2015:

Teve início às 13:30 com a abertura do curso, apresentação dos instrutores e agradecimentos. Em seguida uma apresentação do grupo de contadores de história Miguilim. Continuou-se então com a apresentação da estrutura da SSF. Apresentou-se de forma sucinta as equipes especializadas de resgate e a frequência de acionamentos de socorro na França. Foi falado então sobre os diferentes riscos que as cavernas brasileiras oferecem, sobre métodos de prevenção e uma palestra a respeito de risco de picadas de abelha. No final do dia realizamos uma confraternização entre todos os participantes e instrutores.

Dia 15 de Março de 2015:

Realizamos um debate com relação aos riscos oferecidos pelas cavernas brasileiras e formas de prevenções de acidentes. Em seguida as funções de cada equipe de resgate é apresentada individualmente de modo mais completo. Na parte da tarde realizamos uma pequena oficina na Lapa Nova do Maquiné, foi apresentada a montagem do Ponto quente e ajustes da maca de espeleoresgate. Por fim dividimos duas equipes cada qual com um chefe e retiramos uma “vitima” de dentro da gruta.

Dia 16 de Março de 2015:

Começa então o módulo completo com nivelamento das técnicas verticais em uma falésia próxima a entrada da Lapa Nova de Maquiné. Voltamos ao auditório onde foi abordado com mais complexidade a equipe de reconhecimento e em seguida realizamos outro exercício de evacuação de maca no estacionamento do Monumento Estadual Natural Peter Lund. Ao final da simulação realizamos um discussão geral sobre as atividades.

Dia 17 de Março de 2015:

Iniciamos o dia com reciclagem de conhecimento de técnicas verticais, como tipos de cordas, conservação da mesma, nós, equipamentos e técnicas. Na área externa realizamos uma oficina de nós, em seguida entramos na gruta Maquiné com o objetivo de realizar uma extração de vítima com mais obstáculos. No fim do dia, foi realizado uma oficina de ponto quente, onde foram apresentados métodos de confecção e tipos de estruturas diferentes.

Dia 18 de Março de 2015:

Na parte da manhã foi apresentado exemplos de resgastes realizados na França e uma palestra do Corpo de Bombeiros com relação à primeiros socorros. Foi salientado também a importância do sigilo de informações durante um resgate. Na parte da tarde foi realizada uma oficina de técnicas de evacuação através de técnicas verticais com ancoragens e montagem de tirolesa. No fim da tarde cinco instrutores franceses foram postos a certa altura na falésia e realizamos uma simulação de resgate dos mesmos.

Dia 19 de Março de 2015:

Foram apresentados na prática os diferentes equipamentos de comunicação. Em seguida realizamos na falésia a montagem de ancoragens com repartidores e tracionamento de tirolesa. Na parte da tarde nos dirigimos a gruta Morena, onde realizamos uma simulação de resgate.

Dia 20 de Março de 2015:

Nos dirigimos a gruta Tobogã onde foi realizado um resgate mais complexo com equipes mais bem definidas.

Dia 21 de Março de 2015

Este dia foi marcado pela simulação final de resgate. As 7h da manhã nos encontramos próximo a gruta morena e iniciamos os procedimentos de resgate, tendo seu termino as 19h45 com a última pessoa deixando a cavidade.

 

Conclusão:

O curso tem como objetivo geral capacitar espeleólogos brasileiros nas técnicas de espeleoresgate afim do Brasil ser autossuficiente neste importante campo da espeleologia. Acreditamos ser de extrema importância a difusão de tal conhecimento já que esta ciência tem crescido cada vez mais no brasil, sendo assim aumentando a possibilidade de haver acidentes que inevitavelmente acontecem.

Para a SEE o curso foi de grande ajuda para capacitação profissional dos atuais membros, assim como o nivelamento dos mesmos em técnicas verticais. Acreditamos que este conhecimento agregado a nossa equipe, pode evitar diversas situações de risco melhorando a segurança em nosso trabalho.

Agradecimento em especial para o Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas e ao Espeleo Grupo de Brasília pelo contato com a França e a organização destes cursos internacionais, tão importantes para o desenvolvimento da espeleologia no Brasil. E principal agradecimento a Vale S.A. e a Geosol que apoiaram e tornaram possível a participação dos membros da SEE no curso.

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